sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Calopsitas- manejo correto garante o sucesso da criação



As calopsitas são aves resistentes desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos podendo viver até aos 25 anos

calopsita
John Gould foi o responsável pela fama mundial das Calopsitas por ser o primeiro especialista a levar a espécie para fora da Austrália
A história sobre as calopsitas  teve seu registro inicial no ano de 1838 no qual um ornitólogo inglês, chamado John Gould, viajou para a Austrália com o objetivo de estudar a fauna do país e realizar desenhos de suas aves.
John Gould foi o responsável pela fama mundial das Calopsitas por ser o primeiro especialista a levar a espécie para fora da Austrália. Em 1950, a popularidade das Calopsitas tomou o mundo graças à Arlequim, calopsita surgida através da primeira mutação de cor.

As calopsitas são aves resistentes desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos. Chegam a viver 25 anos se bem tratadas com uma alimentação balanceada e o cuidado adequado, principalmente em relação ao conta o espaço já que a ave necessita fazer exercícios.

Por ser uma ave extremamente dócil, a calopsita pode ser criada como um animal de estimação. Sua plumagem varia entre as cores: amarelo, branco, cinza, etc. Normalmente, a calopsita tem em cada face uma pinta laranja que protege os ouvidos da ave, com exceção das albinas que não possuem as pintas faciais.

Uma forma de diferenciação entre os gêneros da espécie é a coloração da face. O macho adulto apresenta face amarelada com a pinta laranja, já a fêmea possui a face acinzentada com infiltrações de amarelo e a pinta laranja não se destaca tanto quanto a pinta apresentada pelo macho. Outra diferença entre o macho e a fêmea é a parte interna da cauda, pois, na fase adulta, a do macho é de uma única cor, enquanto a da fêmea possui um rajado amarelo e preto.
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As calopsitas são aves resistentes desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos
As calopsitas têm, como charme, uma crista no topo da cabeça que, por sua vez, também apresenta variações de cores e o comprimento médio da crista de 30 cm. Trata-se de uma ave inquieta, que emite gritos, assobios e alguns machos chegam até a falar.  Raramente encontram-se fêmeas que também possuem essa característica.

Aves criadas em cativeiro, que não tenham possibilidade de fazerem exercícios, não devem ser alimentadas com linhaça e semente de girassol devido ao seu alto teor em gordura. Para alimentarem-se com sementes de girassol ou sementes de linhaça, essas aves precisam voar muitos quilômetros para gastar a energia contida.

Reprodução
A reprodução pode ser realizada a partir de 12 meses, durante todo o ano, mas é aconselhável tirar apenas duas ou três ninhadas por ano. As Calopsitas têm uma postura de quatro a sete ovos, com incubação de 17 a 22 dias. Os filhotes devem ser separados dos pais com oito semanas de vida.
Mutações
Existem muitas mutações de calopsitas com cores variadas, são elas: Silvestre, Arlequim, Lutino, Canela, Opalina (Pérola), Cara Branca, Prata, Lutina, Albino (há um padrão albino e não apenas mutações genéticas), Pastel, Prata Recessivo e Prata dominante.

Manejo de criação 
A criação pode ser feita em gaiolas individuais ou viveiros. Para controle genético, o melhor é individualizar. Em viveiros, pequenos ou grandes, devem-se colocar as aves já acasaladas.  O ideal é por caixas ninho em número maior que o de casais, a fim de evitar brigas.

As gaiolas individuais devem medir de 50 a 60 cm de frente, 60 cm de profundidade e 70 cm de altura. Também pode-se colocar uma porta de entrada para comedouros e bebedouros, fixados na frente, pote de mistura mineral e orifício para entrada na caixa ninho, na frente e no alto. A caixa ninho deve ter 30 cm de frente, 30 cm de profundidade e 35 cm de altura, com o diâmetro do orifício de entrada de 8 a 10 cm. No fundo deve haver um receptáculo para os ovos, coberto por uma leve camada de maravalha. Limpar a cada ninhada.
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Sua plumagem varia entre as cores: amarelo, branco, cinza
Os filhotes saem do ninho aos 30 dias e são desmamados pelos pais com 50 a 60 dias. Cada casal deve ter sua ficha de controle de criação e cada calopsita o seu pedigree. Em média, considera-se um bom casal, aquele que produz de 10 a 15 filhotes por ano.

Alimentação
A Calopsita costuma se alimentar de sementes, mas em seu ambiente natural não dispensa os frutos e insetos. No cativeiro, a alimentação da Calopsita simplifica a vida dos donos e criadores. É composta, principalmente, por ração e sementes, encontradas com facilidade nas lojas. Os complementos são comuns, como frutas e verduras. Os grãos germinados de girassol, painço, aveia com casca, milho seco, trigo e arroz sem casca, pão duro, os integrais e os secos também devem ser providos. Já a areia grossa e lavada e farinha de ostras ajudarão na digestão e serão excelentes fontes de cálcio. Ainda deve ser dado o carvão vegetal em pedaços ou moído, misturado com areia e com farinha de ostras. Os ossos de siba não devem ser esquecidos também.

Diariamente oferecer composto de 20% de alpiste, 50% de painço, 15% de arroz com casca, 10%de aveia e 5% de girassol. Uma, duas ou três vezes por semana, ofereça ração, frutas (maçãs em pequenos pedaços), legumes em pedaços e verduras como couve, almeirão, espinafre, chicória, bem lavados. Em dias alternados, ofereça milho verde, mas se houver filhotinhos, passe a oferecer todos os dias.

Com relação às frutas, restringir a oferta de frutas muito ácidas ou doce/gordurosas demais (limão, laranja, manga, abacate). Retirar as sementes das frutas é interessante, pois algumas (como as de maçã ou pera) podem ser tóxicas para a ave. As verduras/legumes podem ser oferecidas crus e evitar a oferta excessiva de folhas escuras (excesso de ferro) e não oferecer alface (causa diarreia). Grãos como o grão-de-bico, soja, lentilha e feijão podem ser oferecidos cozidos e sem tempero. Espiga de milho pode ser dada inteira, devendo somente ser escaldada antes em água quente. Cuidado com o excesso de semente de girassol ou amendoim. São muito gordurosos (problemas no fígado e obesidade), além de possuírem um fungo (toxinas) que pode causar doenças nas aves. Prefira castanhas como nozes, avelã, amêndoa ou castanha do Pará. O ideal é oferecê-las 2vezes por semana. Queijo branco, ração de cachorro, ovo cozido podem ser oferecidos de vez em quando, como alternativas de fontes proteicas.
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As calopsitas têm, como charme, uma crista no topo da cabeça que, por sua vez, também apresenta variações de cores
A pimenta dedo-de-moça é importante fonte de vitamina C. Rações comerciais (peletizadas/extrusadas), atualmente, são boas opções. Suplementações vitamínicas não devem ser esquecidas. Às vezes, dependendo do que foi oferecido as aves, as fezes saem com a coloração alterada.

A alimentação dos filhotes é exatamente a mesma dos adultos, acrescida de milho verde diariamente e o mais importante de tudo é estar sempre atento para que as fezes da Calopsita não entrem em contato com as comida, pois podem transmitir doenças.

Doenças
No caso dos pássaros, as mais comuns são as verminoses, as infecções bacterianas e a coccidiose (protozoário causador de diarreia e morte). Se um pássaro com doença transmissível ingerir as próprias fezes, fica reinfestado e a doença reinicia o ciclo, enfraquecendo-o mais. Para evitar fezes na comida, o comedouro nunca deve ser posto abaixo dos poleiros (frutas podem ser penduradas acima do poleiro mais alto). Para o pássaro não derrubar comida enquanto come (por exemplo, não deixar cair grãos ao selecionar os maiores), não encha demais o comedouro, retire12restos como cascas sem sementes, que formam volume desnecessário, ou use comedouro com tampa vazada (só passa a cabeça). A bandeja com fezes deve ficar distante do piso de grade, para a ave não alcançá-la.

Cuidados a Calopsita 
Deve-se ressaltar a importância sobre o uso de medicamentos e procedimentos técnicos sobre as aves. É necessário que os criadores sempre procurarem por especialistas no assunto, neste caso o Veterinário(a) especialista em aves, para diagnosticar quaisquer problemas observados em suas aves.
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O macho adulto apresenta face amarelada com a pinta laranja, já a fêmea possui a face acinzentada com infiltrações de amarelo e a pinta laranja
Confira outras informações acessando a área Aves Exóticas, do CPT.

Por Silvana Teixeira

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